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19/12/2024 | 18:29

Após IPO reverso, Fictor Alimentos vai buscar ativos estressados no agro

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A busca por ativos estressados no agro é o foco da Fictor Alimentos (FICT3), que começou a ser negociada na bolsa brasileira nesta quinta-feira. A operação aconteceu por meio de um IPO reverso, quando uma empresa fechada compra uma companhia listada. O alvo foi uma companhia que atuava com treinamento de traders, mas a novata chega com essa tese diferente para atrair investidores.

A Fictor Alimentos é resultado da compra do controle da Atompar – que já era listada na B3 e pertencia aos fundadores, Carol Paiffer e Joaquim Paiffer, e à revista Exame – por outras duas holdings, o Grupo Fictor e a Aqwa (antiga Conquest). Comandado por Rafael Góis, o grupo Fictor tem negócios que vão do campo às finanças. É investidor, por exemplo, da Dr. Foods, que fabrica alimentos para animais de estimação, da trading de grãos Vensa e da empresa de pagamentos FictorPay.

Estratégia focada em ativos estressados no agro

Juntas, as holdings criaram uma empresa de participações para investir em companhias do setor. Segundo André Vasconcellos, diretor de estratégia, planejamento e relações com investidores, a companhia vai avaliar negócios em estresse financeiro, focando especificamente em ativos estressados no agro, como empresas em recuperação judicial, processo de regime falimentar, sem fluxo de caixa ou capital de giro.

O timing parece propício, já que a desaceleração no ritmo do agronegócio nos últimos meses fez crescer o número de pedidos de RJ, criando um cenário favorável para a aquisição de ativos estressados no agro.

Nessas transações, o que costuma atrair interessados são créditos fiscais. Mas, segundo o executivo, a aposta da Fictor também é ajudar na reestruturação e dar escala com a experiência dos acionistas nesse mercado. A Fictor ainda deve se manter pré-operacional até o começo do ano, quando pretender concluir a composição do time de executivos, e ter aquisições até o fim do primeiro semestre. Entre as áreas de interesse imediato estão operações de produção de aves e pescados.

Governança e estreia na B3

Apesar de não ter pressa para os M&As de ativos estressados no agro, a companhia queria já ter a estrutura pronta e optou por fazer isso de uma forma que lhe pareceu também mais econômica e eficiente. “O IPO reverso é um caminho natural quando se tem uma safra desafiadora no mercado. Esse movimento deve ser tendência nos próximos anos”, diz Vasconcellos, que é também vice-presidente do conselho de administração do Instituto Brasileiro de Relações com Investidores (Ibri).

A cadeira de CEO e de presidente do conselho da Fictor Alimentos são ocupadas por Góis, o cofundador do grupo. Em outubro, a companhia anunciou um novo conselho de administração, composto por Phillippe Rubini, do grupo Fictor, Maurício Dutra, da imobiliária Alpha Business, e Márcia Campos, que é membro independente.

A companhia já tinha feito um toque de sino simbólico na B3 no início do mês. Hoje, na estreia do ticker, a small cap subiu 2% e tem valor de mercado de apenas R$ 100 milhões. A companhia não detalha se tem planos de fazer uma captação via follow-on.

Fonte: Matéria publicada pelo site Pipeline

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