Par Márcia Campos
O Dia Internacional da Mulher, celebrado em 8 de março, tem raízes históricas ligadas à luta das mulheres por melhores condições de trabalho, igualdade salarial e direitos políticos. No início do século XX, a presença feminina no mercado de trabalho era restrita a poucas áreas, com destaque para empregos na indústria têxtil.
Avec des salaires inférieurs à ceux des hommes, de longues heures de travail et l'absence de protection du travail, la réalité des femmes est marquée par l'inégalité, sans parler des heures de travail domestique à la maison.
Evolução histórica e desigualdade
Ao longo dos anos, houve avanços na inserção das mulheres no mercado de trabalho brasileiro, um dos temas centrais do Dia Internacional da Mulher. Segundo o Institut brésilien de géographie et de statistique (IBGE), a participação feminina na força de trabalho cresceu de forma significativa nas últimas décadas: em 1970, apenas 18% delas trabalhavam. Nos anos 2000, esse número chegou a 40% e, atualmente, gira em torno de 54%.
Mas, apesar desse crescimento, a desigualdade salarial persiste e incomoda. Segundo o relatório de Transparência Salarial do Ministério do Trabalho e Emprego, publicado em setembro de 2024, as mulheres brasileiras recebem 20,7% menos que os homens.
O mercado financeiro no Dia Internacional da Mulher
E no mercado financeiro? Olhando para o setor sob o aspecto do perfil de seus investidores, essa disparidade debatida no Dia Internacional da Mulher também é visível.
De acordo com dados da B3, em 2024, o Brasil contava com mais de 6 milhões de investidores pessoa física na bolsa, mas apenas 25,73% eram mulheres. Isso representa apenas 1,5 milhão de CPFs femininos. Para comparação, esse percentual era de apenas 23,77% em 2015, mostrando um avanço ainda tímido.
É louvável que mais de 1 milhão de mulheres tenham começado a investir nos últimos cinco anos, mas a participação feminina segue estagnada nesse quadro, com os homens representando 75% dos investidores. Outro dado da B3 aponta que, no mesmo período, as investidoras demonstraram menor diversificação de ativos em comparação aos homens.
Parallèlement, la représentation des femmes dans les instances dirigeantes des entreprises reflète également ces barrières et ces disparités. La quatrième édition de l'étude Women in Shares, réalisée par B3, montre que plus de la moitié des entreprises cotées en bourse (56%) n'ont aucune femme au conseil d'administration, tandis que 37% n'ont aucune femme au conseil d'administration.
Políticas de igualdade mudam o cenário?
Os dados mostram que, mesmo com políticas de incentivo à diversidade debatidas no Dia Internacional da Mulher, ainda há resistência estrutural, ainda há resistência estrutural à presença feminina nos cargos de tomada de decisão. Além das dificuldades enfrentadas para ingressar no mercado financeiro, barreiras culturais e a persistente disparidade salarial contribuem para a manutenção desse cenário desigual.
En raison de leurs revenus inférieurs, les femmes disposent de moins de ressources à investir, tandis que leur manque de représentation dans les entreprises et les milieux financiers réduit leur confiance dans la prise de décisions financières.
L'égalité des sexes sur les marchés des capitaux et dans l'environnement des entreprises est une question qui doit être résolue. Pour que la participation des femmes augmente de manière significative, il est nécessaire de lutter contre les inégalités structurelles et de créer des mécanismes qui encouragent la présence des femmes à la fois en tant qu'investisseuses et aux postes de direction.
Enquanto isso, o Dia Internacional da Mulher continuará sendo um dia de luta contra as dificuldades enfrentadas, em vez de uma celebração das conquistas alcançadas.
